Nacionalismo Brasileiro: Ação Integralista Brasileira (AIB)

Fora do Integralismo não há Nacionalismo 

 “Batemos-nos pelo Estado Integralista (…) Queremos a reabilitação do princípio de autoridade, que esta se respeite e faça respeitar-se.  Defendemos  a  família,  instituição  fundamental  cujos  direitos  mais sagrados são proscritos pela burguesia e pelo  comunismo  (…)  Opomo-nos  ao  voto  universal:  quanto  mais  ele  ganha em extensão, menos real, menos consciente se torna. Necessidade, portanto, da eleição indireta”

Comitê Integralista

Cartaz da AIB para recrutamento de novos adeptos.

“O liberalismo algemou o Estado Democrático com a pesada cadeia das constituições e das fórmulas jurídicas estáticas (…) Estado impotente e ridículo da democracia liberal (…) O liberalismo enfraqueceu, castrou  os  seus  governos… Todos  os sofrimentos do mundo moderno se originam de um só defeito da grande máquina: a  falta  de  disciplina (…) O mundo está agonizado por falta de autoridade do Estado”

Afirmava Plínio Salgado,  intelectual responsável pela sistematização da Teoria do Estado Integral, na qual a extinção do liberalismo se  apresentava  como  o  imperativo  capaz de colocar um fim  à  crise  financeira  de  1929, ao desemprego, às revolta operárias e às desigualdades  sociais. As  ideias corporativas  do  fascismo  italiano  exerceriam  forte  influência sobre os líderes integralistas e sua doutrina. Em 1930, surgiu o Partido Fascista Brasileiro, e, nos dois anos seguintes,  uma dúzia de  organizações  semelhantes  estava montadas no país, sobretudo na região Centro-Sul, onde se concentrava a maior parcela das classes médias urbanas, e a presença das colônias alemã e italianas que favorecia a arregimentação.   

Plínio Salgado ao lado de sua esposa Carmela P. Salgado

  • Símbolos máximos integralistas:

Camisa verde; letra grega sigma maiúscula (significa soma em matemática); saudação com o braço levantado e mão espalmada; bandeira azul com círculo branco, onde o sigma se superpõe ao mapa do Brasil; saudação Anauê!, na língua tupi.

Revista Anauê! órgão informativo da AIB

Bandeira Integralista

 

Saudação Integralista

 

 

 

 

 

 

 

  •    Anauê! : a saudação dos integralistas.

 A 23 de abril de 1993, Plínio Salgado, à frente de 40 pessoas, realiza a primeira marcha integralista em São Paulo. No Congresso Integralista realizado no Espírito Santo , ele é reconhecido  como líder  nacional  do  movimento, unificando as várias correntes fazcistas, daí por diante a AIB não pára de crescer. Segundo seu porta-vozes,  ela chegou a contar com 300 mil a 400 membros, espalhadas pelo país.

O  forte apelo patriótico e antiimperialista do integralismo – que não deixava de atacar a dominação dos EUA e da europa sobre o resto do mundo – angariou muitos adeptos que, mais tarde, acabariam entrando para as fileiras democráticas.

  • O sonho do Führer brasileiro

O integralismo  foi  um movimento político autoritário,  nacionalista,  antiliberal  e  antissocialista.  Por suas concepções doutrinárias, pelo  seu  modelo   de  organização   partidária,  por  seus   métodos  de  ação  política,  o   integralismo  brasileiro  assemelhava-se  aos movimentos fascista europeus, especialmente  italianos.  Deste ponto de vista, o integralismo brasileiro não deve ser confundido com outras correntes  políticas conservadoras, de tipo tradicional, ligadas aos proprietários rurais ou à burguesia. Os principais dirigentes integralistas   foram   recrutados   na   alta   classe  média  urbana,  especialmente   entre   seus  setores  intelectualizados,  de  formação universitária: profissionais liberais, escritores, professores, jornalistas, estudante e etc. 

O integralismo teve também forte penetração na juventude, na realidade, em 1933, três quartos dos dirigentes nacionais integralistas tinham menos de trinta anos. Na sua curta vida, a AIB teve uma expansão fulminante, para logo desaparecer. Em 1937, quando Plínio Salgado   anunciou  sua  candidatura  à  presidência,   seu   nome  pareceu   simpático  ao  próprio  Getúlio  Vargas.  Os  acontecimentos posteriores, entretanto, agiram no sentido da liquidação da AIB. Em primeiro lugar, com o golpe de 10 de novembro e o Estado Novo, o próprio Getúlio Vargas se encarregava da instauração de um  regime  autoritário que, sem os excessos do integralismo, revelava-se capaz de manter a ordem. Em segundo lugar, sentindo-se  ameaçado  pelo avanço do integralismo, Getúlio manobrou habilmente para destruí-lo. Em  2  de dezembro 1937,  um  decreto  viria   abolir todos  os  partidos. Embora Plínio tivesse a esperança, alimentada por Getúlio, de ocupar o Ministério da Educação, a AIB foi também colocada fora de lei.

Fonte: Nosso Século: Brasil 1930/1945(I), Editora Abril Cultural, pág. 156 à 163.

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